Essa semana escutei o termo ‘sedentário ativo’ e isso de certa forma, me provocou uma chuva imediata de pesquisas subsequentes sobre o termo, sobre o que estou fazendo, se me enquadro, o que devo fazer a respeito.

Afinal, eu me exercito diariamente, tudo bem que é recente, mas até então eu tinha saído do estado de sedentarismo, pois comecei a fazer atividade física nos seis dias da semana, e tendo o domingo de descanso total. E não, não é um volume absurdo, a minha aderência a essa rotina foi até bem fácil, pois a sensação de ter feito o mais difícil, logo ao acordar, antes de entrar em qualquer meio que esteja conectado a internet, me dá uma sensação de euforia pra seguir o dia que é um espetáculo.

São três dias de musculação (corpo todo, com foco em funcional, basicamente só exercício composto). E três dias de corrida (fazendo o programa couch to 5k). Ambas as atividades em dias alternados, nunca os dois no mesmo dia.

Como mencionei no ato de estudar, estou estudando pra concurso. Seguindo-se que boa parte do meu dia, é sentado, estudando.

Ativo Sedentário

O comportamento do sedentário está relacionado com o tempo que se passa sentado, e não com a quantidade de minutos/horas de atividade física e nem com a intensidade ou frequência da mesma numa semana.

Então sim, estar fazendo atividade física, mudar a minha rotina, os meus hábito, embora tudo isso seja muito saudável, se eu passo a maior parte do dia (em horas totais) sentado de forma contínua e sem quebras de tempo, eu continuo sendo sedentário.

sociedade moderna

A grande questão que eu acho que existe aqui é que a vida moderna é projetada a nos tornarmos sedentários, por que os nossos ambientes de concentração, de trabalho, de esforço, de aprendizado, são em geral, em ambientes que projetem prolongadas horas de concentração (sentado).

Mas também não é largar de mão, abandonar tudo, pois afinal, vivo na sociedade moderna, vivo no momento da sociedade que hoje tudo aquilo que é ligado a produtividade é diretamente relacionado a uma cadeira e uma mesa.

minha solução e minha prática pra isto

Existem alguns bons estudos que para atividades de foco, nós funcionamos em ciclos ultracardianos (90 min), que Cal Newport vai chamar de “deep work” e também que Andrew Huberman chama de “ultradian cycles”, que nada mais são do que, pra mim, técnicas de pomodoro com o tempo mais estendido e talvez com o estudo de cada um, seja o “tempo optimal” de melhor eficiência sem ter uma queda na qualidade da absorção.

E me baseio que é uma extensão da ideia do pomodoro, pois Cal Newport em seu blog escreveu sobre “deep breaks” que são esses tempos, do que se fazer, após o tempo do seu foco (seja de trabalho, de estudo, de aprendizado do que for):

On the other hand, in my Straight-A book (published, if you can believe it, almost exactly a decade before Deep Work), I recommend students study in 50 minute chunks followed by 10 minute breaks. (Cal Newport - A Break to Discuss Breaks).

E por que eu disse e apresentei isso aqui, é esperado, que mesmo após um tempo de foco, seja a duração que for, não passando de 90minutos, é necessário pausas, neste momento não pensando no corpo, mas sim pensando na mente.

minha rotina

Ainda não adicionei o meu workflow de estudos, mas ela carregará esse significado de que eu estudo por pomodoro também.

A grande sacada aqui pra mim, é usar esses tempos de descanso, pra se escolher um alongamento (ou exercício) para ser antagonista direto ao ato de estar sentado continuamente, minhas escolhas estão em:

  • agachamento com o peso do próprio corpo por 10 repetições;
  • polichinelos por 15 repetições;
  • deep lunge stretch por 1min de cada lado;
  • deep squat (apoiado) por 1min;

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